Uma das principais vitrines da campanha
pela reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o programa Mais
Médicos, do governo federal, não foi o suficiente para eleger um
deputado federal em Pernambuco. Um dos idealizadores do programa, que
causou polêmica ao ser criticado por entidades médicas, Mozart Sales
(PT) foi o 25º candidato a deputado federal mais votado do Estado, que
possui 25 vagas em Brasília. Mesmo assim, não foi eleito.
Ficou de fora do Congresso porque o
coeficiente eleitoral favoreceu Kaio Maniçoba (PHS), que teve 28 mil
votos. Mozart havia feito quase 74 mil. A candidatura do médico havia
sido fortemente apoiada pelo senador Humberto Costa (PT), que o levou
para o Ministério da Saúde em 2003.
“Foi uma campanha muito vitoriosa. Esses 74 mil votos mostram um
sentimento de apoio e reconhecimento ao nosso trabalho”, avaliou o o
ex-candidato, em conversa com o Blog de Jamildo.
Prejudicado pelo coeficiente eleitoral, o petista defende uma reforma
política que corrija distorções como o tempo de TV e rádio, o modelo de
financiamento de campanha e a formação de coligações proporcionais.
“As pessoas não compreendem bem como um
candidato com 28 mil votos consegue ser eleito e outro com 74 mil, não”,
contou o médico, ao falar sobre o resultado do pleito.
Em 2014, o PT não conseguiu eleger
nenhum deputado federal em Pernambuco. Nomes históricos como Pedro
Eugênio e Fernando Ferro, assim como o ex-prefeito do Recife João da
Costa, foram derrotados. Um dos principais nomes petistas no Estado, o
deputado federal João Paulo, tentou ser eleito para o Senado, e perdeu
para o ex-ministro da Integração Fernando Bezerra Coelho (PSB).
De acordo com o médico petista, se o PT
tivesse concorrido sem estar coligado com outras legendas, teria
conseguido eleger até dois federais. Faz a conta baseada nos mais de 300
mil votos que os oito candidatos do partido conquistaram.
“Está faltando a gente fazer os cálculos
devidos para proteger os nossos quadros”, cobrou. “Sempre colocamos os
votos à disposição de outras legendas”, disse. Segundo Mozart Sales, o
PT tem eleito menos deputados e vereadores do que era capaz desde as
eleições de 2006.
Ex-coordenador nacional dos Mais
Médicos, o petista defende a eficácia do programa e acusa os críticos de
terem uma visão radical e preconceituosa do programa. “Em relação à
população, não há discussão”, garante, citando números que mostram 85%
de aprovação ao Mais Médicos.
Em Pernambuco, o Ministério da Saúde levou, através do programa, 669 profissionais para 134 cidades e um distrito indígena.
Por Paulo Veras/BlogdeJamildo/Foto: Reprodução Facebook
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