segunda-feira, 28 de outubro de 2013

JANELAS DA FÉ

A simpatia é tudo de bom

A simpatia é uma virtude, nem todos a possuem, porém aquele que a tem torna-se, genuinamente, uma das pessoas mais agradáveis que existe.

Talvez outro adjetivo não fosse tão bem empregado às pessoas, por excelência, simpáticas do que agradável. A simpatia contagia, dissipa toda raiva ou mau humor proveniente das amarguras que a vida nos impõe.

É normal que não estejamos dispostos a simpatia todos os dias. O stress, o agito do dia-a-dia, a pressão psicológica do trabalho e o esgotamento físico são fatores que influenciam-nos. Alguém exposto, costumeiramente, a essa realidade é bem provável que torne-se alguém abusado, rabugento, triste. Será justo retribuir, com quem não tem nada haver com a nossa infelicidade, as patadas que recebemos da vida, com mais patadas?

É preciso dar um basta ao ciclo vicioso de infelicidades que o mundo e as pessoas querem nos impor. Gentileza gera gentileza. É próprio da natureza prover aquilo para o qual fomos destinados a produzir. O mal gera o mal. O bem gera o bem. Um ser humano só pode gerar outro ser humano, bem como tudo aquilo que lhe é próprio: amor, misericórdia, compaixão, ternura etc.

O mal existe. O mundo, as coisas que tem nele e as pessoas não são más, em si, mas estão expostas a algo que as impossibilitam de tender para o bem, porém esse quadro é reversível. “Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom...” (Gn 1,31). Como pode haver quem não ame a criação, o sorriso de uma criança, a alegria e o entusiasmo dos jovens, a sabedoria e a experiência do idoso.

Não há como ser tratado bem, com gentileza, ouvir um bom dia, obrigado e permanecer indiferente a tanto carinho. Somos feitos de sentimentos. Nossos sentidos quando captam tanta bondade desperta, em nós, alegria e muitos outros sentimentos bons. Isso nos faz enxergar a vida de outro jeito, de forma mais apurada. Exemplo: Encontrar alguém, que por mais que nos seja desconhecido, atende-nos bem, como se fossemos amigos de longas datas é experimentar a simpatia de que falamos. Refletir sobre esse gesto é saber encontrar nos mínimos detalhes o que nos engrandece enquanto filhos de Deus criados para o amor. “As coisas mais simples da vida são as mais extraordinárias, e só os sábios conseguem vê-las” (Paulo Coelho).

Ser simpático é contribuir com a obra de Deus, com um mundo mais solidário. O homem deve fazer essa experiência e ver o quanto crescerá humana e espiritualmente. Quanto mais aperfeiçoamos nossa humanidade, exercitando-a por meio de gestos concretos de solidariedade, mais correspondemos às esperanças de Deus: ver-nos verdadeiros homens e mulheres.

Por Ábdon Santana
Estudante de Teologia da UNICAP 

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