O anúncio de projetos de incentivo à produção cultural de afrodescendentes e
a inauguração de uma série de exposições marcaram nesta terça-feira (20) a
celebração do Dia da Consciência Negra.
A ministra da Cultura, Marta Suplicy, apresentou nesta terça-feira (20) em
São Paulo um pacote de editais para incentivar artistas negros nas áreas de
audiovisual, circo, dança, música, teatro, literatura, artes visuais e pesquisa
acadêmica, com recursos iniciais no valor de R$ 10 milhões.
"O objetivo é aumentar as oportunidades para a comunidade negra poder se
inserir na produção cultural. O que nós queremos é que um maior número de
brasileiros negros possa viver da sua arte. Isso ainda não acontece. Nós não
temos nosso Spike Lee, mas vamos ter com certeza", afirmou Marta em referência
ao cineasta americano negro.
O Dia da Consciência Negra, celebrado em quase 800 dos mais de cinco
municípios brasileiros, contou também com a inauguração de três exposições no
Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, que reúnem fotografias,
instrumentos, adornos e peças que vão desde a época da escravidão até nossos
dias.
Na Universidade Zumbi dos Palmares, centro educativo para afrodescendentes em
São Paulo, aconteceu o Seminário Internacional do Observatório da População
Negra, que contou com a participação de Bernice King, filha de Martin Luther
King, Prêmio Nobel da Paz em 1964.
Durante o seminário, a Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da
República apresentou um relatório no qual apontou que os negros são maioria
entre o 5% da população mais pobre do país, representando 70% desse grupo.
No Rio de Janeiro, as atividades começaram com a tradicional lavagem do
Monumento de Zumbi e com a abertura de exposições de fotografia e arte ao ar
livre.
Também no Rio, organizações não-governamentais que atendem à população negra
realizaram atividades lúdicas e culturais com as crianças de várias comunidades
cariocas.
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AGÊNCIA EFE
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