Uma mulher ficou ferida e moradores tiveram vários prejuízos.
De acordo com a Apac, fenômeno foi um caso isolado.
A noite de quinta-feira
(11) foi de pesadelo para moradores do bairro de Sítio Novo, em Olinda. Uma
ventania muito forte arrancou os telhados de várias casas. Uma mulher ficou
ferida. O resultado foi um enorme susto e muito prejuízo. Algumas famílias tiveram
até os móveis danificados. A comunidade se abrigava em casa da chuva que caía,
em torno das 19h. De repente, um barulho grande começou e as telhas foram
voando. Várias casas foram atingidas, principalmente na Rua Maria Dourado e na
Travessa do Rotary.
Em uma casa, de primeiro
andar, as consequências foram mais graves. A vida da família se transformou em
menos de um minuto. Não restou quase nada da cobertura. Linhas de madeira foram
deslocadas e a parede que sustentava a estrutura do telhado rachou. Em pouquíssimo
tempo, tudo o que o motoboy Davi Ribeiro tinha ficou debaixo de pedaços de
telha. Ele, a esposa, a filha pequena e a sogra, que ficou ferida, estavam em
casa.
"Eu estava deitado,
minha filha brincando, a esposa no sofá e minha sogra tomando café. Faltou
energia e voltou rapidamente. E nesse momento já foi o desastre. Só vi o
telhado indo embora. Corri para socorrer minha filha e minha mulher socorreu a
mãe dela, que teve dois ferimentos profundos na cabeça. Levou cinco pontos de
um lado e três do outro. Ainda não me recuperei do susto. Só em filme a gente
vê isso", conta Ribeiro.
Na comunidade, ninguém
sabe dizer exatamente quantas casas foram atingidas. "Isso atingiu muitas
casas, foram telhados voando, telhas para cima de outras casas. Tampas de
caixas d'água foram destruídas, assim como armações de alvenaria", conta o
estudante Robson Henrique Chaves. Em uma das casas, o vento arrancou o telhado
inteiro, que caiu em cima do muro.
Na residência da dona de
casa Inaldete Ramos da Silva, a ventania levantou o teto de três cômodos.
Arrastou as telhas, deixou os móveis e os eletrodomésticos ao relento e a
família teve que correr para cobrir o que ficou inteiro. Ela mora no local há
décadas. "Eu nunca vi isso na minha vida, estou com 63 anos. Foi uma coisa
incrível. Eu estava deitada, levantei doida querendo ir para a rua, com medo
das telhas voando. As do lado de lá caíram aqui em cima e saíram quebrando
tudo", lembra.
De acordo com o
meteorologista Patrice oliveira, da Agência Pernambucana de Águas e Clima
(Apac), os ventos fortes são considerados normais em julho, pois este é o mês
em que a ventania começa a ganhar intensidade para ficar ainda maior em agosto.
Ele considera a ventania que atingiu o bairro de Sítio Novo um caso isolado.
Ainda segundo Oliveira, os ventos fortes estão sendo causados pelo fenômeno
chamado 'Onda Leste', que também provocou as fortes chuvas dos últimos dias -
esse fenômeno ocorre sobre o mar e traz os ventos do oceano para a costa
nordestina.
Fonte: G1PE/Foto: Reprodução TV Globo
A noite de quinta-feira
(11) foi de pesadelo para moradores do bairro de Sítio Novo, em Olinda. Uma
ventania muito forte arrancou os telhados de várias casas. Uma mulher ficou
ferida. O resultado foi um enorme susto e muito prejuízo. Algumas famílias tiveram
até os móveis danificados. A comunidade se abrigava em casa da chuva que caía,
em torno das 19h. De repente, um barulho grande começou e as telhas foram
voando. Várias casas foram atingidas, principalmente na Rua Maria Dourado e na
Travessa do Rotary.
Em uma casa, de primeiro
andar, as consequências foram mais graves. A vida da família se transformou em
menos de um minuto. Não restou quase nada da cobertura. Linhas de madeira foram
deslocadas e a parede que sustentava a estrutura do telhado rachou. Em pouquíssimo
tempo, tudo o que o motoboy Davi Ribeiro tinha ficou debaixo de pedaços de
telha. Ele, a esposa, a filha pequena e a sogra, que ficou ferida, estavam em
casa.
"Eu estava deitado,
minha filha brincando, a esposa no sofá e minha sogra tomando café. Faltou
energia e voltou rapidamente. E nesse momento já foi o desastre. Só vi o
telhado indo embora. Corri para socorrer minha filha e minha mulher socorreu a
mãe dela, que teve dois ferimentos profundos na cabeça. Levou cinco pontos de
um lado e três do outro. Ainda não me recuperei do susto. Só em filme a gente
vê isso", conta Ribeiro.
Na comunidade, ninguém
sabe dizer exatamente quantas casas foram atingidas. "Isso atingiu muitas
casas, foram telhados voando, telhas para cima de outras casas. Tampas de
caixas d'água foram destruídas, assim como armações de alvenaria", conta o
estudante Robson Henrique Chaves. Em uma das casas, o vento arrancou o telhado
inteiro, que caiu em cima do muro.
Na residência da dona de
casa Inaldete Ramos da Silva, a ventania levantou o teto de três cômodos.
Arrastou as telhas, deixou os móveis e os eletrodomésticos ao relento e a
família teve que correr para cobrir o que ficou inteiro. Ela mora no local há
décadas. "Eu nunca vi isso na minha vida, estou com 63 anos. Foi uma coisa
incrível. Eu estava deitada, levantei doida querendo ir para a rua, com medo
das telhas voando. As do lado de lá caíram aqui em cima e saíram quebrando
tudo", lembra.
De acordo com o
meteorologista Patrice oliveira, da Agência Pernambucana de Águas e Clima
(Apac), os ventos fortes são considerados normais em julho, pois este é o mês
em que a ventania começa a ganhar intensidade para ficar ainda maior em agosto.
Ele considera a ventania que atingiu o bairro de Sítio Novo um caso isolado.
Ainda segundo Oliveira, os ventos fortes estão sendo causados pelo fenômeno
chamado 'Onda Leste', que também provocou as fortes chuvas dos últimos dias -
esse fenômeno ocorre sobre o mar e traz os ventos do oceano para a costa
nordestina.
Fonte: G1PE/Foto: Reprodução TV Globo

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